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Direito Digital

ANPD começa a monitorar 22 plataformas e ferramentas de IA: o que muda na fiscalização em 2026

Por Rafael Tonietto, OAB/PR 73.839 · 01/09/2026

ANPD começa a monitorar 22 plataformas e ferramentas de IA: o que muda na fiscalização em 2026

Em 21 de agosto de 2026, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) notificou 22 empresas, entre redes sociais, aplicativos de mensagem, lojas de aplicativos e ferramentas de inteligência artificial generativa, para prestar contas sobre as medidas que adotam contra conteúdos criminosos e a favor da proteção de crianças, adolescentes e mulheres na internet. As notificadas têm dez dias úteis para responder.

Não é uma multa. É o passo anterior: a ANPD está mapeando o terreno para as próximas ações de fiscalização com base no Marco Civil da Internet atualizado e no Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital). Entender essa lógica ajuda qualquer empresa digital a se preparar.

Quem foi notificado

O monitoramento tem dois grupos:

Em respeito ao sigilo das comunicações, o monitoramento não alcança e-mails nem conversas privadas. Quando a empresa oferece mensageria, a ANPD só olha para as funcionalidades de difusão pública (canais, comunidades e grupos abertos).

O que a ANPD está perguntando

Nesta primeira fase, as empresas terão de descrever e comprovar a efetividade de:

Para as ferramentas de IA, o foco é específico: quais filtros, bloqueios e sistemas de detecção existem para impedir a geração, edição ou manipulação de conteúdo íntimo envolvendo terceiros, inclusive deepfakes.

Por que isso importa para o seu negócio

Mesmo que a sua empresa não esteja na lista, o método da ANPD é o mesmo que ela vai aplicar a fiscalizações menores:

  1. Primeiro vem o pedido de informações. A ANPD raramente autua de saída. Ela pede que a empresa explique e comprove suas práticas. A qualidade dessa resposta define o rumo do processo.
  2. "Comprovar" é diferente de "dizer". Política publicada não basta. A Agência quer ver registros, testes, indicadores e evidências de que a medida funciona na prática.
  3. Governança não é opcional. Ter um encarregado (DPO), um registro das operações de tratamento (ROPA), um canal de atendimento ao titular e um plano de resposta a incidentes é o mínimo que uma fiscalização espera encontrar.
  4. Prazos são curtos. Dez dias úteis para responder é o padrão. Uma empresa que não tem a documentação pronta chega atrasada e fragilizada.

O que fazer agora

A Tonietto Advocacia assessora empresas de todo o Brasil em direito digital, LGPD e ECA Digital, com atendimento online: diagnóstico, política de privacidade, ROPA, contratos, resposta a incidentes e defesa administrativa. WhatsApp (45) 9 9925-0895.

Onde está a referência

Perguntas frequentes

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Este conteúdo tem caráter informativo e educativo geral. Não substitui uma consulta jurídica sobre o seu caso específico, e não constitui aconselhamento jurídico individualizado nem promessa de resultado.